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Alagoas
DESCASO

Descaso na saúde pública: Idosa está há um mês à espera de cirurgia no fêmur

Marianna Carvalho

Uma situação de indignação vem sendo registrada na rede pública de saúde de Alagoas envolvendo uma idosa que necessita de cirurgia após sofrer uma fratura no fêmur. Deisy Gomes de Lima, de 89 anos, caiu em casa no dia 12 de junho e foi encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde permaneceu internada aguardando o procedimento, que exigia cuidados especiais por ela utilizar marca-passo.

Segundo a família, durante a internação foram realizados exames e houve diversas previsões de cirurgia, mas o procedimento não aconteceu. Após semanas de espera, a paciente foi transferida para o Hospital Regional da Mata (HRM), em União dos Palmares, com a expectativa de que a operação fosse realizada.

Ao chegar à unidade, familiares relataram superlotação, com pacientes em macas, cadeiras de rodas e acompanhantes aguardando atendimento. Dona Deisy foi encaminhada para a enfermaria, passou por novos exames, mas a cirurgia continuou sem previsão. Um médico informou à família que o hospital não teria estrutura adequada para realizar o procedimento devido ao uso do marca-passo.

Com o longo período internada, a idosa desenvolveu feridas por pressão (escaras). A família afirma que buscará apoio da Defensoria Pública para tomar as medidas necessárias. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas, mas não recebeu retorno até o momento.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que a paciente D. G. de L., de 89 anos, que sofreu uma fratura grave de fêmur, foi acolhida e estabilizada inicialmente no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.

Em seguida, ela foi transferida para o Hospital Regional da Mata, em União dos Palmares, que conta com médico especialista em quadril e dispõe de todas as Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) necessárias para a intervenção.

Contudo, durante a avaliação pré-operatória, a equipe de cardiologia identificou que a paciente possui comorbidades cardíacas severas e faz uso de marcapasso.

Para que a cirurgia e a anestesia ocorram com total segurança, o protocolo médico exige o desligamento temporário do dispositivo, procedimento técnico que deve ser executado pela empresa responsável pela implantação do equipamento, localizada em Maceió.

A empresa já foi acionada e a paciente retornará ao HGE, onde será realizado o desligamento do marcapasso e, na própria unidade, será submetida à cirurgia definitiva.

Por se tratar de uma paciente de idade avançada e com complexidade do quadro clínico, a Secretaria reitera que cada etapa do atendimento está sendo conduzida com o máximo cuidado técnico, garantindo que ela tenha as melhores condições possíveis para reagir positivamente ao procedimento e se recuperar com segurança.

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