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Alagoas
Caso Vitinho

"Tem mais gente envolvida", diz pai de Maria Daniela, após prisão de Victor Bruno

Segundo José Domingos, a família acredita que Victor Bruno não agiu sozinho e espera que a Justiça esclareça quem mais estava presente no momento das agressões.

Felipe Pimentel

O pai de Maria Daniela Ferreira Alves comemorou a prisão de Victor Bruno da Silva, conhecido como "Vitinho", investigado por dopar, agredir e estuprar a jovem em dezembro de 2024. Em vídeo enviado à TV Pajuçara/RECORD nesta sexta-feira (10), José Domingos agradeceu o apoio recebido da população e da imprensa durante o período em que o suspeito permaneceu foragido.

Na gravação, ele também pediu que as investigações continuem para identificar possíveis outros envolvidos no crime. Segundo José Domingos, a família acredita que Victor Bruno não agiu sozinho e espera que a Justiça esclareça quem mais estava presente no momento das agressões.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Maria Daniela, então com 19 anos, foi dopada, estuprada e agredida após participar de uma confraternização em uma chácara ligada à família do investigado, em Coité do Noia. Exames apontaram a presença de substâncias psicoativas, algumas delas frequentemente associadas à prática de crimes sexuais.

Em razão das agressões, a jovem sofreu traumatismo craniano grave, permaneceu em coma e ficou com sequelas neurológicas e motoras permanentes. Laudos médicos também apontam que Maria Daniela desenvolveu estresse pós-traumático, síndrome do pânico, ansiedade e depressão. A família espera que a prisão do investigado represente o início da responsabilização de todos os envolvidos no caso.

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