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Justiça

Promotor explica audiência que manteve preso “Vitinho” acusado de estuprar e tentar matar jovem em Coité do Nóia

Arthur Vieira

O promotor de Justiça Lucas Mascarenhas detalhou como ocorreu a audiência realizada nesta quinta-feira (10) no processo que apura o estupro e a tentativa de homicídio contra Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, crime ocorrido em dezembro de 2024, em Coité do Nóia. Na ocasião, o investigado Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, foi preso e teve a prisão mantida após audiência de custódia.

Segundo o promotor, a audiência marcou o encerramento da fase de instrução processual, período destinado à produção de provas. Durante a sessão, foram ouvidas testemunhas que ainda não haviam prestado depoimento, além do próprio acusado, que apresentou sua versão dos fatos em interrogatório.

“Chegamos a um momento muito relevante do processo, porque finalizamos a fase de instrução processual. Agora passaremos à apresentação das alegações finais pelo Ministério Público, pela assistência de acusação e pela defesa. O processo ficará concluso para sentença”, explicou Lucas Mascarenhas.

O promotor destacou ainda que, como havia um mandado de prisão expedido contra Victor Bruno, foi realizada a audiência de custódia ao término da instrução. “Fizemos a audiência de custódia e, ao final, o mandado foi homologado. Ele responderá ao processo preso até ulterior deliberação”, afirmou.

O caso ocorreu em 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização escolar. Conforme a denúncia do Ministério Público, Maria Daniela foi levada para uma chácara na zona rural de Coité do Nóia, onde foi estuprada e vítima de tentativa de feminicídio por asfixia. A jovem permaneceu cinco dias em coma e sofreu graves sequelas, passando a depender de familiares para atividades básicas.

De acordo com o MP, o crime teria sido premeditado. Exames toxicológicos apontaram a presença de medicamentos de efeito sedativo no organismo da vítima, entre eles Diazepam, Haloperidol, Fenitoína, Nordiazepam e Prometazina, substâncias que, segundo a acusação, teriam sido utilizadas para reduzir sua capacidade de reação.

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