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"A polícia falhou!": Advogada Júlia Nunes diz que prisão de "Vitinho" é apenas o começo da luta e reafirma envolvimento político

Felipe Pimentel

A advogada Júlia Nunes, que representa a jovem Maria Daniela Ferreira e acompanha o caso de Victor Bruno da Silva, conhecido como "Vitinho", afirmou que a apresentação do investigado à Justiça representa apenas uma "pequena vitória". O suspeito, investigado por estupro e tentativa de feminicídio, se apresentou nesta sexta-feira (10), no Fórum de Taquarana, após mais de um ano foragido.

Em um pronunciamento emocionado, Júlia revelou que também foi vítima de violência sexual na infância e disse que a atuação no caso é motivada pela busca por justiça para Maria Daniela e por outras mulheres. Segundo ela, a mobilização da sociedade foi decisiva para que o investigado se entregasse.

A advogada afirmou que "Vitinho" não se apresentou espontaneamente por vontade própria, mas devido à pressão popular, impulsionada pela divulgação de sua imagem e pela cobrança constante por sua prisão. Ela também criticou a atuação das autoridades, afirmando que houve falhas na captura do investigado durante o período em que permaneceu foragido.

Júlia Nunes ressaltou que a prisão não encerra o caso e disse acreditar que a defesa do investigado buscará responder ao processo em liberdade. Além disso, cobrou a identificação de outros possíveis envolvidos no crime, mencionados por Maria Daniela em seu depoimento, e classificou a ausência de responsabilização dessas pessoas como uma falha do Estado.

Por fim, a advogada afirmou que continuará acompanhando o caso até o julgamento definitivo e a responsabilização dos envolvidos. Ela também declarou que as autoridades devem apurar eventuais apoios recebidos pelo investigado durante o período em que esteve foragido, reforçando que a luta agora é pela manutenção da prisão, condenação do acusado e avanço das investigações.

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