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Política
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“Vão sabotar o povo”, afirma presidente da comissão sobre possível bloqueio da PEC da 6×1

Deputado acredita que pressão popular terá peso dicisivo sobre senadores

Redação Agora Alagoas

A aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal reacendeu o embate político em Brasília. Após o texto avançar na comissão especial da Câmara por 34 votos a 4, o deputado Alencar Santana (PT-SP), presidente do colegiado, afirmou que qualquer tentativa do Senado de atrasar ou barrar a proposta representaria uma “sabotagem ao povo”, e não ao governo federal.

A declaração ocorre em meio a um ambiente de tensão entre o governo do presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cenário que tem levado parlamentares a acompanhar com cautela o futuro da proposta. Apesar do clima político delicado, Santana disse acreditar que a pressão popular terá peso decisivo sobre os senadores, destacando que a ampla defesa do fim da escala 6×1 pela população deverá cobrar posicionamentos claros dos parlamentares.

A proposta aprovada prevê a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial e com garantia de dois dias de descanso. O texto também estabelece uma transição inicial para 42 horas semanais nos primeiros 60 dias após a promulgação, modelo que teria sido resultado de entendimento entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O deputado também reagiu às críticas do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que classificou a condução do debate como “irresponsável”. Santana afirmou que a entidade industrial foi convidada para participar das discussões e optou por não comparecer. Além disso, direcionou críticas ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando a legenda de mudar de posição às vésperas da votação ao abandonar a obstrução e defender um modelo alternativo de jornada com quatro dias de trabalho e três de descanso.

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