Mário Frias reage ao STF, nega uso de emendas em filme sobre Bolsonaro e pede fim da investigação
Parlamentar classificou acusações como sem fundamento
O deputado federal Mário Frias apresentou defesa ao Supremo Tribunal Federal e negou que recursos parlamentares destinados a uma organização não governamental tenham sido usados para financiar Dark Horse, longa biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar classificou as acusações como sem fundamento e solicitou o arquivamento da apuração.
A investigação preliminar foi autorizada pelo ministro Flávio Dino após representação apresentada pela deputada Tabata Amaral. O procedimento mira três parlamentares do PL, Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon, responsáveis pelo envio conjunto de R$ 2,6 milhões em emendas Pix ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por uma sócia da produtora ligada ao filme.
Na manifestação enviada ao STF, a defesa de Frias afirmou que o R$ 1 milhão destinado por ele ao instituto teve aplicação em projetos de inclusão digital, empreendedorismo, esporte e capacitação voltados a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Os advogados também alegam que a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara atestou a regularidade do repasse e sustentam que não existe prova de desvio para produção cinematográfica, classificando como frágil o argumento de ligação entre as entidades por compartilharem endereço.
O deputado ainda enfrenta outra frente de pressão política. A bancada do Partido dos Trabalhadores decidiu acionar a Procuradoria-Geral da República e o Conselho de Ética da Câmara após denúncias de suposta prática de “rachadinha” em seu gabinete. O caso ganhou repercussão após a divulgação de documentos que apontariam transferências feitas por uma ex-assessora e pagamentos relacionados a familiares do parlamentar.