Logo
Dólar 5,02
Euro 5,84
Nublado Maceió: 28º
Saúde
Saúde

Caso Ganley reacende alerta sobre uso de insulina no fisiculturismo e riscos fatais

Suspeita é que o jovem possa ter sofrido um episódio de hipoglicemia

Redação Agora Alagoas

A morte do atleta e influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, voltou a colocar em discussão o uso de substâncias no fisiculturismo, especialmente medicamentos ligados ao controle da glicemia. A suspeita de que o jovem possa ter sofrido um episódio de hipoglicemia severa trouxe atenção para uma prática que especialistas classificam como perigosa: o uso de insulina para acelerar ganho muscular e potencializar desempenho físico.

Criada para o tratamento do diabetes, a insulina tem função essencial no organismo ao permitir que a glicose entre nas células e forneça energia ao corpo. No ambiente do fisiculturismo, porém, alguns atletas utilizam a substância com outra finalidade: favorecer a entrada de nutrientes nas células musculares, criando condições para recuperação e hipertrofia mais rápidas. Médicos alertam, no entanto, que o medicamento não constrói músculos diretamente e exige controle rigoroso.

O endocrinologista Renato Redorat destaca que o uso da insulina fora das indicações médicas pode provocar consequências graves. Segundo ele, pequenas falhas na dosagem ou atraso na alimentação podem desencadear hipoglicemia intensa, quadro marcado pela queda perigosa do açúcar no sangue e que pode evoluir rapidamente para convulsões, comprometimento cerebral e até morte súbita. Especialistas explicam que, no fisiculturismo extremo, a substância frequentemente é associada a anabolizantes e hormônio do crescimento, combinação conhecida como polifarmácia.

Para o endocrinologista Flavio Pirozzi, o uso recreativo da insulina representa uma distorção preocupante de um medicamento desenvolvido para salvar vidas. Ele alerta que a redução abrupta da glicose pode comprometer o funcionamento do cérebro em poucos minutos, tornando o atendimento rápido decisivo. Enquanto a causa oficial da morte de Ganley segue sob investigação, o caso já intensifica o debate sobre os limites e os riscos da busca por resultados físicos acelerados.

Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade