Alagoas lidera em fraudes na mistura do diesel, segundo Agência Nacional do Petróleo
Dados do Programa de Monitoramento da Qualidade de Combustíveis (PMQC) da Agência Nacional do Petróleo (ANP) compilados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostram que, em 2024, no estado de Alagoas, a ocorrência de fraude no teor de biodiesel na mistura do diesel comercializado chega a 24%. Uma a cada quatro amostras de diesel recolhidas em postos e testadas pela ANP não tinham o porcentual obrigatório de biodiesel.
A Bahia é o segundo estado com a maior prevalência desse tipo de fraude no ano, o número chega a 15,7%. Regiões com histórico de pouca ilegalidade também têm mostrado aumento significativo, como no Rio Grande do Norte (10,4%), Paraíba (9,3%) e Amapá (15,3%) de inconformidades relacionadas a teor de biodiesel. Em março deste ano, o porcentual obrigatório do biocombustível no diesel B, a mistura final do diesel comercializada, passou de 12% para 14% por decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Procurado pelo Broadcast, o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Fernando Moura, responsável pelo monitoramento do mercado, reconheceu as fraudes no teor de biodiesel na mistura do diesel como um problema "estrutural" do setor, mas informou que os técnicos da agência ainda não detectaram aumento anormal das infrações.
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