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Empresa é condenada por obrigar gerente a caminhar sobre brasa quente

O Tribunal Regional do Trabalho da 21ª (TRT), no Rio Grande do Norte, condenou a empresa Narciso Enxovais ao pagamento de R$ 50 mil de indenização por danos morais a uma ex-gerente submetida a “tratamento degradante e vexatório durante treinamentos motivacionais promovidos pela empresa”. A funcionária foi demitida em julho de 2021 sem justa causa. Conforme o TRT, a ex-gerente era obrigada a participar de treinamentos e reuniões para cobrança de metas. Em um dos treinamentos, os gerentes passaram a noite acordados amarrados uns aos outros pelos pulsos com o intuito de procurar pistas de um jogo de caça ao tesouro, além de ouvir gritos e xingamentos sobre o desempenho profissional. Em outro treinamento, os gerentes ficaram três dias sem comunicação em uma fazenda do dono da empresa e eram obrigados a andar descalços sobre brasas quentes e gritar “fire walker” (caminhante do fogo) ao final da caminhada. A ex-gerente também relatou que, em uma atividade, a equipe tinha que ficar sentada, sem falar, olhar para o lado ou tocar na encosta da cadeira, sob pena de receber um balde de água na cabeça. Além disso, a mulher teria sido obrigada a declamar o poema Filosofia do Sucesso, de Napoleon Hill, e ao final foi humilhada pelo dono da empresa por não atingir a meta. A empresa argumentou, no processo, que “não pratica abusos de ordem moral no trato com seus funcionários, zelando pela ética, bons costumes e sem exageros ou constrangimentos”.  
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