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Combate ao crime

Operação mira rede financeira do PCC e investigados por atuação em “tribunais do crime”

Arthur Vieira

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na manhã desta terça-feira (21), a Operação Janus, que investiga uma suposta rede de operadores financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e integrantes envolvidos nos chamados “tribunais do crime”. Ao todo, são cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores.

A operação é um desdobramento das investigações realizadas nas operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. Segundo o Ministério Público, o grupo é suspeito de movimentar recursos provenientes do crime organizado, converter dinheiro em espécie em transferências bancárias e ocultar a origem dos valores por meio de empresas e contas registradas em nome de terceiros.

De acordo com as apurações, além de administrar a estrutura financeira da facção, os investigados também participavam de reuniões conhecidas como “tribunais do crime”, destinadas a solucionar conflitos financeiros entre integrantes do PCC e deliberar sobre punições internas.

A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras, imóveis, veículos e o sequestro de bens dos investigados, limitado a R$ 10 milhões por pessoa. Empresas suspeitas de integrar o esquema financeiro da organização criminosa também foram alvo de medidas patrimoniais. O nome da operação faz referência ao deus romano Janus, associado às passagens e transições, em alusão ao suposto esquema de movimentação de recursos entre dinheiro em espécie e o sistema financeiro formal. A ação conta com apoio da Polícia Militar.

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