Perícia aponta que não houve violência sexual em bebê Helena; Polícia passa a tratar caso como homicídio culposo
O caso foi primeiramente tratado pela Polícia Civil como "uma ocorrência de estupro de vulnerável seguido de morte", em nota enviada na tarde da última segunda-feira (13), quando a morte aconteceu.
A morte da bebê de 10 meses, em Fortaleza, na última segunda-feira (13), teve uma reviravolta. O laudo pericial constatou que não houve estupro, ao contrário do que a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) divulgou em primeiro momento.
A análise da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) foi revelada nesta sexta-feira (17) e apontou asfixia como a causa da morte, como sustentava a defesa de um dos dois homens presos em flagrante e autuados por estupro.
"Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança. Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual", informou a SSPDS, em nota, nesta sexta (17).
O caso foi primeiramente tratado pela Polícia Civil como "uma ocorrência de estupro de vulnerável seguido de morte", em nota enviada na tarde da última segunda-feira (13), quando a morte aconteceu.
No posicionamento atualizado, a Polícia Civil do Ceará (PCCE) argumentou que as prisões em flagrante dos dois homens, de 22 e 26 anos, foram baseadas na apresentação do Protocolo de Encaminhamento de Corpos das Unidades de Saúde para a Coordenadoria de Medicina Legal da Pefoce.