O pai da bebê de 10 meses que morreu por asfixia mecânica indireta, em Fortaleza, negou ter agredido a ex-companheira e contestou as acusações de violência doméstica. Em entrevista à TV Jangadeiro do Ceará, Erisvaldo Almeida afirmou que as denúncias surgiram apenas após a morte da filha e pediu para voltar a conviver com o outro filho do casal.

“Eu nunca agredi ela. Quero que ela prove na Justiça. Se eu vivia agredindo ela, por que ela não me denunciou antes da menina morrer?”, declarou. Ele também afirmou que está impedido de ver o menino de dois anos e oito meses e responsabilizou a ex-companheira pela morte da bebê.

A manifestação ocorreu após a Justiça do Ceará conceder medidas protetivas de urgência à mãe da criança. Segundo a defesa da mulher, a decisão foi baseada em um histórico de violência doméstica, ameaças e ataques nas redes sociais. A defesa também informou que o pai possui histórico criminal desde 2016.

O caso ganhou novos desdobramentos após a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluir que a bebê morreu por asfixia mecânica indireta, descartando violência sexual. A investigação passou a apurar o caso como homicídio culposo, e dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante. A Polícia Civil segue investigando as responsabilidades pela morte da criança.