Bebê Helena: Após laudo descartar estupro, advogada de suspeito diz que sofreu "linchamento virtual"
Advogada afirmou receber críticas e ofensas por exercer a defesa
A advogada criminalista Gleicy Kelly Leitão voltou a se pronunciar nesta sexta-feira (17) sobre o caso da morte da bebê de 10 meses, registrada no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que sempre defendeu a necessidade de aguardar a conclusão da perícia antes de qualquer julgamento e disse ter sido alvo de ataques por assumir a defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, um dos investigados no caso.
Na publicação, Gleicy destacou que aceitou a defesa do suspeito apenas após analisar os autos e ouvi-lo pessoalmente. "Desde o primeiro dia, minha posição foi uma só: aguardem o laudo pericial", disse. A advogada afirmou ainda que sofreu ofensas e críticas por exercer a advocacia criminal, mas ressaltou que escolheu confiar na investigação técnica. Segundo ela, o laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), divulgado nesta sexta-feira, descartou a hipótese de violência sexual contra a criança, reforçando a importância de não antecipar condenações.
Na quinta-feira (16), antes da divulgação do exame pericial, Gleicy já havia declarado acreditar na inocência de Francisco Ray e chegou a levantar a possibilidade de que a morte da bebê tivesse ocorrido em decorrência de um acidente, sugerindo um possível esmagamento acidental durante o sono. As declarações repercutiram amplamente e dividiram opiniões.
Apesar de o exame ter afastado a suspeita de estupro, o caso segue sob investigação da Polícia Civil. Francisco Ray permanece preso ao lado do primo, Roberto Levy Oliveira Magalhães, enquanto as autoridades continuam reunindo provas para esclarecer a dinâmica dos fatos, determinar a causa da morte da criança e concluir o inquérito policial.