MPAL instaura inquérito para investigar falhas de segurança em jogo entre ASA e Operário
ASA e Operário-MS, disputada pela segunda fase da Copa do Brasil.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um inquérito civil para apurar possíveis falhas na segurança durante a partida entre ASA e Operário-MS, disputada pela segunda fase da Copa do Brasil. A investigação foi aberta após os episódios de confusão registrados ao fim do confronto, realizado no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, quando houve invasão de campo, briga generalizada e arremesso de objetos.
Como parte do procedimento, o MPAL notificou o ASA, a Federação Alagoana de Futebol (FAF) e a Polícia Militar para que apresentem esclarecimentos sobre o planejamento e a execução do esquema de segurança adotado na partida. O objetivo é verificar se houve falhas na organização do evento que possam ter contribuído para os incidentes registrados após o apito final.
A confusão envolveu atletas, integrantes das comissões técnicas e torcedores que invadiram o gramado. Na súmula, a arbitragem também relatou o lançamento de objetos em direção à equipe de árbitros durante a saída para os vestiários. Em decorrência dos fatos, cinco jogadores foram expulsos, sendo quatro do ASA e um do Operário-MS. Posteriormente, o STJD aplicou punições ao clube alagoano, incluindo multa de R$ 20 mil e perda de quatro mandos de campo com portões fechados.
O Ministério Público informou que o inquérito busca reunir elementos para avaliar eventuais responsabilidades e definir se serão adotadas medidas para reforçar a segurança em futuras partidas. A investigação também poderá servir de base para recomendações ou outras providências destinadas a evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer no futebol alagoano.
