Mais de 100 organizações da sociedade civil intensificaram, nesta terça-feira (15), a pressão para que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloque em votação o Projeto de Lei da Misoginia antes do início do recesso parlamentar.
A mobilização ocorreu por meio do envio de mais de 100 ofícios protocolados de forma remota e presencial no Salão Verde da Câmara. A iniciativa busca acelerar a análise da proposta, que já teve o regime de urgência aprovado em 1º de julho e está pronta para ser apreciada pelo plenário.
A deputada Tábata Amaral (PSB-SP), coordenadora do grupo de trabalho responsável pela elaboração do texto, segue articulando um consenso entre os parlamentares para viabilizar a votação ainda nesta semana.
Nos documentos encaminhados ao presidente da Câmara, as entidades afirmam que a aprovação da urgência reconheceu a necessidade de uma resposta rápida do Legislativo ao tema. “Fizemos esse apelo para que Hugo Motta ouça as mulheres mobilizadas em todo o país e coloque o PL em pauta”, afirmou Rachel Ripani, cofundadora do movimento Levante Mulheres Vivas.
Como o projeto já foi aprovado pelo Senado Federal, caso receba o aval da Câmara dos Deputados seguirá diretamente para sanção presidencial.