Padre brasileiro excomungado pelo Vaticano critica união gay e segundo casamento: "Não é católico"
Françoá Costa, ligado à Fraternidade São Pio X, desaprovou 'modernidade' e atitudes da Igreja Católica
O padre Françoá Costa criticou o que define como “modernismo” na Igreja Católica após ser excomungado pelo Vaticano em razão da confirmação do vínculo da Capela Santo Atanásio, em Ceilândia (DF), com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). As declarações foram dadas em entrevista ao Metrópoles.
Ao comentar as mudanças que reprova, o sacerdote mencionou as bênçãos a casais do mesmo sexo e a comunhão para pessoas divorciadas. “Agora nós estamos vendo, por exemplo, cardeais da Igreja Católica abençoando pessoas do mesmo sexo. Isso não é doutrina católica. Estamos vendo bispos da Igreja Católica dando comunhões a pessoas que vivem em segunda união, portanto, em adultério. Isso não é católico. Nós não aceitamos aqui”, afirmou.
De acordo com Françoá Costa, a Fraternidade São Pio X também não aceita o ecumenismo, a reforma litúrgica que substituiu a missa em latim pela celebração atualmente adotada pela Igreja e outras alterações que, segundo ele, representam o “modernismo”.
O Vaticano sustenta que a fraternidade rejeita parte das reformas aprovadas pelo concílio e contesta a autoridade da Igreja. Conforme esse entendimento, os conflitos entre as duas partes se intensificaram ao longo do tempo e resultaram na recente declaração de cisma e excomunhão.