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Após suspensão de visitas de Flávio ao pai, Eduardo Bolsonaro afirma que Moraes deveria ter Magnitsky restabelecida

Na avaliação do ex-deputado, esse cenário comprometeria o reconhecimento internacional das eleições brasileiras.

Felipe Pimentel

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar. Em publicação nas redes sociais, Eduardo defendeu que o magistrado volte a ser alvo de sanções com base na Lei Magnitsky.

Segundo Eduardo Bolsonaro, a restrição imposta ao pai teria motivação política e impediria que Jair Bolsonaro se comunicasse com um de seus filhos, que também é apontado como possível candidato à Presidência da República. Na avaliação do ex-deputado, esse cenário comprometeria o reconhecimento internacional das eleições brasileiras.

"Se em um país inteiro apenas um prisioneiro for proibido de se comunicar com seu filho, e candidato à Presidência, por razões políticas, essa eleição não deveria, antecipadamente, ser reconhecida como democrática pelos países livres", escreveu. Na mesma publicação, ele afirmou que a sanção contra Alexandre de Moraes "deve ser restabelecida".

Os Estados Unidos revogaram as sanções aplicadas ao ministro em dezembro do ano passado. A Lei Magnitsky prevê medidas como bloqueio de bens e restrições financeiras e administrativas contra pessoas acusadas de envolvimento em corrupção ou violações de direitos humanos.

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