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Criminosos ostentam fuzis durante festa de MC Chefin; Polícia investiga se chefão da TCP estava no evento

Vídeos que circulam nas redes socias mostram criminosos ostentando armamentos pesados.

Eduarda Silva

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma festa realizada no último sábado (11), na comunidade de Vigário Geral, na Zona Norte da capital. O evento reuniu centenas de pessoas e chamou a atenção pela presença de homens armados circulando entre o público com fuzis.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os suspeitos exibindo armamentos de guerra e apontando as armas para o alto enquanto atrações musicais se apresentavam em um palco montado na comunidade. As imagens estão sendo analisadas pelos investigadores, que buscam identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias da realização da festa.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o evento tenha sido organizado para celebrar os 19 anos de domínio da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de Israel, formado pelas comunidades de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, onde vivem cerca de 134 mil pessoas. Entre as linhas de investigação está a identificação dos responsáveis pelo financiamento da festa.

Os agentes também apuram a possível participação do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido pelos apelidos Peixão, Alvinho e Arão. Conforme as investigações, ele teria comparecido ao evento acompanhado por seguranças da facção criminosa. Considerado um dos criminosos mais procurados do estado, Peixão é apontado como líder do TCP no Complexo de Israel. Foragido da Justiça, ele possui 20 mandados de prisão em aberto, incluindo um por terrorismo, e responde por crimes como tráfico de drogas, homicídio, tortura, ocultação de cadáver, extorsão, intolerância religiosa e porte ilegal de arma de fogo. Apesar de acumular 79 registros criminais, ele nunca foi preso.

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