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Estelionato

Mulher que fingiu ter 12 anos é indiciada por golpe em que simulava câncer para obter dinheiro

Arthur Vieira

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou por estelionato Amanda Maria Souza da Oliveira, mulher que ganhou repercussão nacional após fingir ser uma adolescente de 12 anos em Joinville (SC). Desta vez, ela é acusada de enganar integrantes de um grupo de oração em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, ao afirmar que enfrentava um câncer em estágio terminal para obter ajuda financeira.

De acordo com a investigação, o suposto golpe ocorreu em 2021. Amanda foi interrogada na última semana e negou as acusações. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça na sexta-feira (10).

Amanda já havia sido presa em 2 de junho durante investigação da Polícia Civil de Santa Catarina. Segundo a apuração, ela assumiu a identidade falsa de “Gabriele”, dizendo ter apenas 12 anos e afirmando que havia fugido do Pará após sofrer maus-tratos e violência sexual. A história comoveu membros de uma igreja de Joinville, que passaram a oferecer abrigo, apoio financeiro e acolhimento.

Uma família da comunidade religiosa chegou a recebê-la em casa, onde ela permaneceu por cerca de 14 meses. Tratada como filha, participou de uma festa de aniversário pelos supostos 12 anos e chegou a despertar o interesse da família em formalizar sua adoção.

Para sustentar a farsa, a mulher alegava ser autista e possuir outros problemas de saúde, justificando sua aparência adulta como consequência de traumas sofridos na infância. As investigações apontam ainda que ela adotava comportamentos infantis, utilizava mamadeira, chupeta e objetos de apego, afinava a voz e simulava crises emocionais.

A fraude começou a ser descoberta após denúncia de um familiar da família que a acolhia. Durante as diligências, a Polícia Civil confirmou que a suposta adolescente tinha, na verdade, 37 anos. Em depoimento, Amanda confessou ter utilizado identidade falsa e foi indiciada pelos crimes de falsa identidade e estelionato em Santa Catarina. Agora, também responderá por estelionato no Paraná, pela suposta fraude envolvendo a falsa doença.

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