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Flávio Bolsonaro: "Lula escreveu 22 cartas, podia fazer tudo. Qual critério com Bolsonaro?"

Durante o discurso, o parlamentar também comparou as medidas impostas ao ex-presidente com as condições enfrentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando esteve preso.

Felipe Pimentel

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou, nesta segunda-feira (13), que o pai é alvo de uma condenação injusta. Em pronunciamento, o parlamentar contestou as acusações relacionadas à suposta tentativa de golpe de Estado após os atos de 8 de janeiro e disse que o processo não apresenta provas que sustentem a narrativa.

Segundo Flávio, a acusação contra o ex-presidente teria sido construída "sem prova nenhuma" e "sem nenhuma conexão" com os elementos reunidos na investigação. O senador reiterou que Bolsonaro é vítima de perseguição política e criticou a condução do caso.

Durante o discurso, o parlamentar também comparou as medidas impostas ao ex-presidente com as condições enfrentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando esteve preso. Flávio afirmou que Lula pôde escrever cartas e receber visitas durante o período de detenção.

Na avaliação do senador, as restrições aplicadas a Jair Bolsonaro são mais severas. "E qual é o critério agora com o presidente Bolsonaro? É um critério muito mais grave", declarou durante o pronunciamento.

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