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Política

PF identifica empresas 'laranjas' em contratos de R$12,2 milhões da Saúde de Alagoas; dono de fachada mora em bairro periférico em Maceió

Os contratos foram firmados em janeiro e maio de 2025, nos valores de R$ 9,8 milhões e R$ 2,39 milhões, respectivamente.

Redação Agora Alagoas

A Polícia Federal identificou um suposto padrão de direcionamento em dois contratos emergenciais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para aquisição de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs), que somam R$ 12,2 milhões. As informações constam em relatório encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e obtido com exclusividade pela Francês News.

Segundo a investigação, empresas que participaram das cotações apresentariam vínculos entre si, utilizariam supostos proprietários de fachada e teriam simulado concorrência para favorecer a CHMMED Produtos Médicos Hospitalares. Os contratos foram firmados em janeiro e maio de 2025, nos valores de R$ 9,8 milhões e R$ 2,39 milhões, respectivamente.

A Sesau justificou a dispensa de licitação alegando a necessidade de atender um grande volume de processos indenizatórios decorrentes de aquisições realizadas sem cobertura contratual. Para a Polícia Federal, no entanto, os elementos reunidos indicam a repetição de um mesmo modelo de contratação direcionada.

Entre as empresas analisadas está a Med Four Center, que apresentou proposta superior a R$ 10 milhões. A PF afirma que o proprietário formal da empresa, David Correia da Silva, não possui perfil econômico compatível com a atividade empresarial declarada, circunstância que reforçou as suspeitas levantadas durante a investigação. Até o momento, não há condenação definitiva dos envolvidos, que poderão exercer o direito à ampla defesa ao longo do processo.

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