Damares nega romper com Flávio Bolsonaro e denuncia ataques de aliados
Senadora afirmou estar sendo vítima de acusações falsas envolvendo sua vida pessoal
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) negou nesta segunda-feira (13) qualquer rompimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que tem sido alvo de uma campanha de ataques promovida por pessoas que se identificam como apoiadoras da direita. Durante discurso no plenário do Senado, ela classificou os responsáveis pelas críticas como "aloprados de internet" e pediu que os eleitores deixem de compartilhar informações falsas sobre um suposto abandono ao pré-candidato à Presidência indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Damares, os ataques atingem sua honra, moral e imagem, além de também terem como alvo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A parlamentar afirmou que chegou a ser vítima de acusações falsas envolvendo sua vida pessoal e classificou a ofensiva como um caso de violência política de gênero. Ela informou que contará com o apoio da Advocacia do Senado para apresentar representação contra os responsáveis, embora ainda não saiba quem estaria por trás da articulação.
A manifestação ocorre em meio à crise pública entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro nas redes sociais. A ex-primeira-dama afirmou ter sido humilhada e maltratada pelo senador, que respondeu com um pedido de desculpas e disse que nunca teve a intenção de ofendê-la. Sem citar diretamente o conflito, Damares reforçou que Michelle é sua amiga, declarou que ela "não está sozinha" e apelou pela união do grupo político ligado ao ex-presidente. "Parem de atacar os soldados da direita", afirmou.
No mesmo dia, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu por 90 dias o direito de Flávio Bolsonaro visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A decisão do ministro Alexandre de Moraes foi tomada após o senador divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai, fato que, segundo o magistrado, pode ter burlado a proibição de Bolsonaro utilizar plataformas digitais e configurado propaganda eleitoral antecipada. A defesa de Flávio reagiu, afirmando que a medida viola a Constituição e o direito de comunicação entre advogado e cliente, já que o senador também integra a equipe de defesa do ex-presidente.