Caminhoneiros realizam, nesta segunda-feira (13), uma paralisação em portos por todo o Brasil com a intenção de pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pautar a votação da MP 1.343/2026, conhecida como a MP do Frete. A categoria considera a proposta fundamental para o setor.

Seguando lideranças dos transportadores, a medida provisória reforça a fiscalização do piso mínimo do frete e busca assegurar melhores condições de trabalho aos caminhoneiros autônomos. Eles alertam que a perda da validade da MP, sem votação, poderá prejudicar milhares de profissionais.

Os primeiros atos da mobilização ocorreram em portos e em importantes polos logísticos do país. De acordo com os caminhoneiros, caso não haja avanço nas negociações, o movimento irá se transformar em uma greve geral, provocando impactos no transporte de cargas, no abastecimento e em diferentes segmentos da economia.

A MP do Frete prevê medidas relacionadas ao custo mínimo do frete, à autonomia da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar a fiscalização e à isenção das multas aplicadas em 2022. A medida também institui o fim das multas de entre-eixos, o salário-base de R$ 5 mil para motoristas celetistas e a outros pontos voltados ao transporte rodoviário.