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Valdemar diz que não há prova de esquema criminoso para desviar emendas e afirma ser 'natural' influenciar bancada do PL

As declarações foram feitas em nota divulgada por seus advogados, Marcelo Bessa e Thiago Fleury, em resposta à decisão do ministro Flávio Dino.

Felipe Pimentel

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira que não há "qualquer prova, ou mesmo indício" de que tenha participado conscientemente de um suposto esquema criminoso para desviar emendas parlamentares e classificou como "natural e legítima" a atuação de um presidente de partido na articulação política com sua bancada.

As declarações foram feitas em nota divulgada por seus advogados, Marcelo Bessa e Thiago Fleury, em resposta à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do dirigente.

Na manifestação, a defesa sustenta que a decisão de Dino parte de "premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária". Segundo os advogados, é próprio do sistema democrático que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada, sem que isso, por si só, configure crime.

Valdemar também rebate a tese de que teria aderido a um esquema criminoso. Na nota, seus advogados afirmam que não há demonstração de dolo, fraude, desvio de finalidade ou participação consciente do dirigente em qualquer irregularidade e ressaltam que a própria decisão reconhece não haver indicação de vantagem pessoal obtida por ele.

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