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Política
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Tarifaço pode gerar desgaste maior para Flávio Bolsonaro do que para Lula, avalia cientista político

Arthur Vieira

O eventual retorno das tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode provocar impactos distintos na disputa presidencial brasileira. Para o cientista político Rafael Favetti, sócio da Fatto Inteligência Política, o episódio tende a favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aumentar a pressão sobre a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo o especialista, o cenário internacional tornou-se mais complexo em comparação ao primeiro embate comercial envolvendo os dois países, o que amplia os desafios para o governo brasileiro nas negociações diplomáticas e econômicas.

Apesar disso, Favetti avalia que o tema oferece uma oportunidade política para Lula, ao reforçar o discurso de defesa da soberania nacional diante de medidas adotadas pelo governo norte-americano.

Na avaliação do analista, o impacto eleitoral é mais sensível para Flávio Bolsonaro. Embora o debate sobre as tarifas tenha deslocado temporariamente a atenção de outras questões envolvendo o senador e seu entorno político, a repercussão negativa em torno do Pix — citado em documentos produzidos por órgãos ligados ao governo dos Estados Unidos — pode ampliar o desgaste do pré-candidato.

“Para a campanha de Flávio, houve um alívio momentâneo ao tirar o foco de outros assuntos, mas a discussão envolvendo o Pix trouxe um novo elemento de desgaste”, afirmou Favetti.

O especialista conclui que, no cenário atual, os possíveis custos políticos da crise comercial tendem a ser maiores para Flávio Bolsonaro do que para Lula, especialmente em um contexto de disputa eleitoral.

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