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Fim da 6x1: Senado quer alternativa ao texto aprovado pela Câmara

PEC apresentada pelos senadores difere do texto aprovado horas antes pela Câmara dos Deputados ao incluir mudanças relacionadas à remuneração

Redação Agora Alagoas

A disputa em torno do fim da escala 6x1 ganhou um novo capítulo no Congresso. Uma proposta alternativa apresentada no Senado já reúne o apoio de 40 parlamentares, número que representa praticamente metade da Casa e supera os 36 senadores que assinaram o texto inicialmente durante a madrugada. Ao longo do dia, novos requerimentos foram protocolados para incluir mais nomes entre os subscritores da proposta.

A PEC apresentada pelos senadores difere do texto aprovado horas antes pela Câmara dos Deputados ao incluir mudanças relacionadas à remuneração. Pela proposta do Senado, o valor mínimo da hora trabalhada ficaria vinculado ao salário mínimo nacional ou ao piso salarial da categoria, mantendo proporcionalidade também no cálculo de direitos trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário, FGTS e demais benefícios previstos em lei.

Na justificativa, os defensores da medida afirmam que a proposta busca ampliar a autonomia do trabalhador para definir sua jornada e, consequentemente, sua remuneração. O texto prevê a possibilidade de escolha entre o regime tradicional da CLT e um modelo de jornada flexível baseado em horas trabalhadas, permitindo que cada empregado adapte sua rotina às necessidades pessoais e às oportunidades do mercado.

O avanço da PEC alternativa também ocorre em meio a uma articulação política mais ampla. Senadores planejam adotar estratégias regimentais para dificultar uma tramitação acelerada da proposta aprovada pela Câmara, indicando que o debate sobre o fim da escala 6x1 ainda deve enfrentar forte disputa política antes de qualquer definição final no Congresso.

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