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POLÍTICA

Projeto de Renan sobre Banco Master levanta suspeitas em meio a plano de Vorcaro

Proposta prevê cobertura integral do FGC para recursos de fundos previdenciários aplicados no Banco Master

Rhuan Leite

Um projeto de lei apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) entrou no centro dos debates sobre a crise envolvendo o Banco Master e os bastidores da tentativa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro de reassumir influência sobre a instituição financeira.

O PL nº 2502/2026, protocolado no Senado Federal, propõe ampliar a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para assegurar cobertura integral dos depósitos de regimes próprios de previdência social e previdência complementar de estados, municípios e do Distrito Federal, especificamente ligados ao conglomerado do Banco Master.

A proposta surge em meio a informações de bastidores de que Daniel Vorcaro estaria articulando uma estratégia para recuperar o controle sobre ativos do banco, negociar dívidas e conduzir pessoalmente a venda do patrimônio financeiro da instituição.

O que prevê o projeto de Renan?

Pela legislação atual, o FGC possui limites de cobertura para aplicações financeiras, funcionando como uma espécie de proteção aos depositantes em caso de quebra ou insolvência de instituições financeiras.

O projeto de autoria de Renan Calheiros altera a Lei nº 9.710/1998 para garantir cobertura integral, sem limite de valor, para recursos pertencentes a:

- Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS);

- Fundos de Previdência Complementar;

- Previdência de estados, municípios e Distrito Federal.

O texto especifica que a medida seria aplicada aos depósitos realizados no conglomerado do Banco Master.

Segundo informações que circulam nos bastidores do setor financeiro e chegaram a autoridades federais, Daniel Vorcaro pretende reassumir o comando do Banco Master para supervisionar diretamente a venda de ativos da instituição, quitar dívidas e eventualmente manter o saldo remanescente, caso haja sobra financeira após o pagamento do passivo.

A movimentação teria sido apresentada a interlocutores ligados ao governo federal e também a autoridades envolvidas em negociações relacionadas a uma possível delação premiada do ex-banqueiro.

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