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Caso Henry

Ex-enteada de Jairinho relata afogamentos e agressões durante júri

Arthur Vieira

O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, entrou no quarto dia nesta quinta-feira (28) com o depoimento de uma ex-enteada do réu, que relatou episódios de agressões físicas e psicológicas sofridas durante a infância.

A jovem, hoje com 18 anos, foi ouvida pelo II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro e afirmou que os abusos ocorreram quando ela tinha entre 3 e 4 anos de idade. Segundo o relato, Jairinho costumava sair sozinho com ela para locais que pareciam motéis e, em uma das ocasiões, a levou para uma piscina, onde teria promovido sucessivos afogamentos.

Durante o depoimento, a testemunha afirmou que o ex-vereador pedia que ela não contasse os episódios à mãe, alegando que isso a deixaria triste. A jovem também descreveu que desenvolveu medo extremo do então padrasto, chegando a se esconder e vomitar ao ouvir o carro dele chegando em casa.

Ela disse ainda que decidiu denunciar os fatos após a repercussão nacional da morte de Henry Borel, em 2021. Segundo a testemunha, o caso despertou um sentimento de culpa e a levou a relatar os episódios vividos na infância.

A mãe da jovem encerrou o relacionamento com Jairinho quando a filha tinha cerca de 7 anos.

O julgamento segue ouvindo testemunhas ligadas ao histórico pessoal do ex-parlamentar. Outras ex-companheiras do réu também devem prestar depoimento sobre supostos episódios de violência e comportamento agressivo.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

Segundo a acusação, baseada em laudo do Instituto Médico-Legal (IML), Henry morreu em março de 2021 após sofrer 23 lesões provocadas por ação contundente enquanto estava no apartamento em que vivia com o casal.

Jairinho nega as acusações.


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