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Caso INSS

PF aponta esquema de descontos em massa contra aposentados e amplia operação sobre fraudes no INSS

Arthur Vieira

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A ação tem como alvo associações suspeitas de realizar cobranças irregulares diretamente nos contracheques dos beneficiários.

Ao todo, mandados foram cumpridos contra entidades localizadas em São Paulo e Brasília. Segundo a investigação, o grupo atuava de forma organizada e estruturada para ampliar o número de descontos aplicados e dificultar a identificação das irregularidades.

De acordo com o inquérito, os investigados utilizavam empresas para operacionalizar sistemas de adesão de supostos associados e obter dados de aposentados por meio de contatos em instituições financeiras. A PF aponta ainda o uso de documentação fraudulenta, criação de tokens falsos e mecanismos de biometria manipulada para simular autorizações e validar descontos junto ao INSS.

As investigações indicam que o esquema funcionava em larga escala e incluía suporte a outras entidades interessadas em reproduzir o modelo. O grupo também teria mantido articulações para dificultar fiscalizações e reduzir riscos de auditorias.

Segundo a Polícia Federal, além da fraude nos descontos, os investigados são suspeitos de ocultar recursos por meio de empresas de fachada e movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo aquisição de bens de alto valor.

“Em síntese, o grupo gerenciava um esquema de descontos ilegais em massa, manipulava sistemas de dados para burlar exigências biométricas do INSS, apresentava documentação falsa em auditorias e atuava para dificultar fiscalizações da CGU”, aponta trecho da investigação.

A apuração também identificou transações entre empresas ligadas aos suspeitos com indícios de lavagem de dinheiro e ocultação da origem dos recursos obtidos com o esquema.

A operação segue em andamento e a PF ainda não divulgou o número total de investigados nem o volume financeiro movimentado pelas entidades alvo da ação.

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