O relatório da investigação que resultou na prisão da influenciadora Deolane Bezerra, na última quinta-feira (21/5), aponta movimentações financeiras entre ela e pessoas ligadas à cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a advogada teria realizado transações bancárias, de forma direta ou indireta, com Francisca Alves da Silva, esposa de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão de Marcola.
Francisca já foi investigada por crimes como corrupção ativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Ela chegou a ser presa na Operação Primma Migratio, que investigava esquemas ligados ao “jogo do bicho” e apostas no Ceará, mas acabou sendo solta pela Justiça após quase um ano e meio detida. No documento policial, Deolane é citada como integrante do PCC e suspeita de atuar na ocultação e movimentação de recursos ilícitos da facção.
As investigações indicam que a polícia chegou até a influenciadora por meio de Everton de Souza, conhecido como “Player” ou “Temer”, apontado como operador financeiro da organização criminosa. De acordo com o relatório, ele intermediava repasses feitos por empresas de fachada e coordenava depósitos destinados a Deolane. Os investigadores identificaram dezenas de movimentações semelhantes, o que reforçou a suspeita de um esquema de lavagem de dinheiro com uso de transferências trianguladas e empresas fictícias administradas com auxílio de um contador ligado ao grupo.