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Em meio à pressão no governo, Alckmin diz não ser contra nem a favor da ‘taxa das blusinhas’

Vice-presidente afirmou não ter uma decisão definitiva do governo federal

Redação Agora Alagoas

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) evitou neste sábado (18) adotar uma posição mais firme sobre a chamada “taxa das blusinhas”. Questionado sobre o tema durante visita a uma concessionária em Valparaíso de Goiás, no entorno do Distrito Federal, ele afirmou que ainda não há uma decisão definitiva do governo federal. “Essa foi uma decisão do Congresso Nacional, não há ainda uma decisão sobre isso, nós já nos pronunciamos, vamos aguardar”, declarou.

A fala ocorre em meio ao aumento das discussões internas no governo sobre a manutenção ou eventual revisão do imposto, que incide sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida, implementada em 2024 dentro do programa Remessa Conforme, reduziu a alíquota de importação de 60% para 20% nessas transações, desde que realizadas em plataformas cadastradas, além da cobrança de ICMS estadual.

Na quinta-feira anterior, o próprio Alckmin havia se posicionado de forma mais favorável à cobrança, argumentando que ela ajuda a equilibrar a concorrência entre produtos importados e o varejo nacional. Já neste sábado, adotou um tom mais cauteloso, afirmando que não se colocou nem contra nem a favor da medida. Segundo ele, a decisão deve considerar diferentes fatores, como os impactos na indústria, e caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem garantiu apoio.

Nos bastidores, o tema tem gerado divergências. O novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, voltou a criticar a taxa, relembrando que já era contrário à proposta desde sua aprovação no Congresso. Para ele, a medida contribuiu para o desgaste do governo junto à opinião pública e poderia ser revista. O debate ganha força especialmente em um cenário político sensível, com avaliações sobre os impactos da cobrança no custo de vida dos consumidores e no ambiente eleitoral.

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