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“Voto Corrupto e Inelegibilidade”: Toffoli detona CPI e acusa relatório de ser manobra eleitoral contra o STF

Ministro disse ainda que documento representa "abuso de poder"

Redação Agora Alagoas

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu com dureza ao relatório da CPI do Crime Organizado que pede seu indiciamento, além dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e do procurador-geral da República Paulo Gonet. Para Toffoli, o documento representa um “abuso de poder”, sem base jurídica ou factual, e com claro objetivo eleitoral.

Durante sessão, o ministro classificou o relatório como uma “excrescência completamente infundada”, afirmando que a iniciativa busca obter votos por meio de ataques às instituições. Segundo ele, esse tipo de conduta pode resultar, inclusive, na inelegibilidade dos responsáveis, além de sanções em outras esferas. Toffoli ainda foi além ao declarar que os autores do documento não “merecem a dignidade” de disputar eleições, por promoverem o que chamou de “voto conspurcado” e antidemocrático.

O tom também foi elevado pelo decano do STF, Gilmar Mendes, que abriu a sessão com críticas e ironias. Afirmando que “adora ser desafiado”, o ministro comparou os ataques a “assombrações” e “fantasmas” que não devem amedrontar a Corte. Mendes ainda fez críticas ao ex-procurador-geral Rodrigo Janot e associou a atuação da CPI ao que chamou de “lavajatismo”.

O relatório, apresentado pelo senador Alessandro Vieira, acusa os ministros de supostos conflitos de interesse, interferência em investigações e decisões consideradas indevidas. No caso de Moraes, são citadas relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa. Já Mendes é apontado por anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados. Em relação a Toffoli, o documento menciona julgamentos sob suspeição.

A CPI do Crime Organizado, que investiga a atuação de organizações criminosas e fraudes financeiras, incluindo casos ligados ao Banco Master, encerra seus trabalhos nesta semana, com a leitura e votação do relatório final. O embate entre integrantes do STF e o colegiado marca um dos momentos mais tensos entre Poder Judiciário e Legislativo nos últimos tempos.

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