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Braskem vai à COP28 enquanto Maceió tem alerta de colapso

Enquanto Maceió tem bairros afundando, a Braskem é uma das empresas presentes na Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 28, que começou no dia 30 de novembro e vai até 12 de dezembro, em Dubai, nos Emirados Árabes. A empresa está no pavilhão brasileiro ao lado de Vale, Petrobras e Syngenta, campeãs do capitalismo verde, consciente e sustentável. Em seu site, a Braskem divulga dados sobre o combate às mudanças climáticas e afirma que a empresa reduziu “em mais de 17% a intensidade de emissões de gases de efeitos estufa entre 2008 e 2020” e atingiu “72% de cumprimento do Plano de Adaptação às mudanças climáticas”. O advogado e ativista climático Felipe Hotta, procurou por representantes da Braskem na programação na COP 28, neste sábado (2), e afirmou estar incomodado com a participação da empresa. "Ver a Braskem e a Vale aqui, com uma agenda verde, me incomoda muito. Essas empresas não têm uma agenda sustentável", afirmou ele, enquanto buscava algum estande da Braskem no evento. O pavilhão do Brasil na COP28 possui dois auditórios e receberá, ao longo da programação, 137 palestras, conversas ou debates abertas ao público registrado para a Blue Zone. Duas delas estão reservadas para Braskem, empresa cuja mineração de sal-gema no subsolo de Maceió causou um afundamento em vários bairros da capital.
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