Treze pessoas cometeram suicídio desde afundamento de solo causado pela Braskem em Maceió
Chega a trezes o número de pessoas que cometeram suicídio após o afundamento de solo que atingiu os bairros do Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e parte do Farol, em Maceió. O quantitativo de vítimas da tragédia ambiental foi apurado por movimentos organizado por ex-moradores.
Segundo a integrante do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) Neirevane Nunes, os ex-moradores realizaram um levantamento dos casos de suicídio e o número de vítimas chega a 13 pessoas, mas nem todos os casos foram noticiados nos jornais e os ex-vizinhos ficaram sabendo através de grupos no WhatsApp.
No dia 17 de outubro deste ano houve a confirmação da 13ª vítima, o ex-morador de bairro afetado, Júlio César Chaves e Silva, de 63 anos, foi encontrado morto em um dos imóveis desocupados por causa da mineração, na Rua Santa Rita, no Farol. A suspeita é de suicídio por ingestão de veneno de rato.
Conforme Neirevane, o MUVB não tem o número total de ex-moradores que desenvolveram problemas psíquicos após a evacuação dos bairros, entretanto acredita que muitas pessoas estão doentes. “Há pesquisas ainda sendo desenvolvidas sobre o adoecimento dessa população. Entre nós sempre comentamos que parece que a Braskem assinou nossa sentença de morte”, disse ela em entrevista à Tribuna Hoje.
Além dos episódios de suicídio, casos de depressão, mortes precoces por infarto e casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) foram constatados pelos ex-moradores. No entanto, não há informações oficiais sobre o perfil epidemiológico da população afetada.
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