Republicanos adotam estratégia para entrada no Governo Lula e manter aliados da oposição
A direção nacional do partido Republicanos emitiu uma nota afirmando que não autorizou as negociações que resultaram na entrada do deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) no governo do presidente Lula. Além de um cargo de alto escalão relacionado aos portos e aeroportos do país, o partido também conquistou o controle da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que havia sido extinta por Bolsonaro e agora será refundada por Lula para fortalecer o apoio da bancada à sua gestão.
O objetivo da entrada no governo Lula é desvincular a imagem do Republicanos como um partido que aderiu de forma institucional ao governo petista. A ideia é transformar essa ação em um movimento da bancada do partido, com o deputado Silvio Costa renunciando a várias funções dentro da legenda, incluindo sua posição como presidente do partido em Pernambuco e tesoureiro nacional. Essa estratégia busca evitar a saída de membros importantes do campo bolsonarista que ameaçam deixar o partido caso ele se alinhe completamente com o lulismo.
Embora a maioria da bancada da Câmara dos Deputados do partido esteja disposta a apoiar o governo Lula, a situação é diferente no Senado e entre os governadores republicanos, com líderes como Tarcísio de Freitas, Hamilton Mourão e Damares Alves expressando insatisfação pública com a mudança de direção do partido.
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