Cuidado com os chutes: Errar questões fáceis e acertar as difíceis pode diminuir pontuação na prova
Professor de Física Bruno Yezzi explica como funciona a Teoria de Resposta ao Item (TRI), método de cálculo do Enem
Marcada para este domingo (8), a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reúne as avaliações de Linguagens, Ciências Humanas e a Redação. Para mandar bem, o professor de física Bruno Yezzi alerta para um fator determinante na pontuação: a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e o perigo dos chutes inconsistentes.
Diferente de vestibulares tradicionais em que cada acerto tem o mesmo peso, o ENEM utiliza a TRI para avaliar o desempenho dos estudantes com base em três pilares: a dificuldade da questão, a proficiência do aluno e a probabilidade de acerto por chute. Cada item possui um nível de dificuldade previamente definido pelo Inep.
Em entrevista ao Portal Agora Alagoas, o professor explica que o maior risco para a nota do candidato não é errar as questões difíceis, mas sim vacilar nas fáceis enquanto acerta as complexas.
"Se um aluno acerta todas as difíceis e erra as fáceis, que é que o Inep vai pensar? Pô, ele chutou. Como é que ele acertou as difíceis e errou as fáceis? Então a nota do aluno vai cair", explica Yezzi. Por causa desse mecanismo, dois estudantes que acertam exatamente a mesma quantidade de questões podem ficar com notas finais bem diferentes, dependendo da coerência pedagógica de seus acertos.
Para evitar inconsistências na TRI, a recomendação é analisar criticamente o caderno de provas. Questões consideradas fáceis são aquelas que exigem poucos conteúdos e etapas diretas de resolução, especialmente em disciplinas de exatas como matemática e física.
Garantir o acerto dessas perguntas básicas é o segredo para construir uma proficiência sólida e assegurar uma pontuação competitiva neste domingo.