Dois irmãos, de 31 e 35 anos, foram presos nesta quinta-feira (5), suspeitos de participação no assassinato do comerciante Manoel Messias Santos de Oliveira, de 33 anos, conhecido como “Manuca”. O crime aconteceu em setembro deste ano, enquanto ele transportava uma carga de frangos para uma feira livre em Piaçabuçu, no interior de Alagoas.

Os investigados foram identificados como Ismael Nascimento de Araújo, conhecido como “Guinho”, e Izael Nascimento de Araújo, apelidado de “Palhaço”. As prisões preventivas foram determinadas pela Justiça após solicitação da Polícia Civil.

O homicídio ocorreu na madrugada de 12 de setembro, por volta das 5h, na rodovia AL-225, nas proximidades do povoado Capela, na zona rural de Penedo. Manoel havia saído de casa, na Vila Matias, pilotando uma motocicleta e levando frangos que seriam entregues na feira de Piaçabuçu.

Durante o percurso, o comerciante foi atingido por disparos nas costas, perdeu o controle da motocicleta e caiu às margens da rodovia. Mesmo após a queda, recebeu outros disparos. Depois do crime, parte da mercadoria transportada pela vítima foi levada pelos responsáveis.

O corpo foi localizado por um familiar que seguia logo atrás, também transportando parte da carga. Inicialmente, a ocorrência levantou a possibilidade de um acidente, mas a perícia confirmou que se tratava de um assassinato.

Uma das principais linhas de investigação indica que o homicídio pode ter sido motivado por uma desavença antiga entre a vítima e um dos irmãos. O conflito teria começado há aproximadamente dez anos, quando os dois estiveram presos.

Os investigados também possuem condenações anteriores por tráfico de drogas e outros registros policiais. O irmão mais novo acumula penas que somam 20 anos e 10 meses de prisão, enquanto o mais velho foi condenado a 12 anos e seis meses.

A Polícia Civil também apura a possível participação dos dois em outros casos de homicídio registrados na região.

Após serem presos, os irmãos foram encaminhados para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça. O caso continua sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias do crime e verificar se outras pessoas tiveram envolvimento.