Demissão em massa no HGE: SINEAL denuncia corte abrupto de profissionais de enfermagem em Alagoas
Segundo informações repassadas pelo SINEAL, a medida decorre de uma meta imposta pela Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) para reduzir mais de 15 mil horas de trabalho
O Hospital Geral do Estado (HGE) enfrenta um cenário alarmante caracterizado por uma verdadeira demissão em massa de profissionais da enfermagem e da saúde. Quase centenas de trabalhadores foram desligados de uma só vez do maior hospital de urgência e emergência de Alagoas, muitos deles comunicados por telefone, sem aviso prévio e sem o pagamento de direitos trabalhistas, o que o Sindicato dos Enfermeiros de Alagoas (SINEAL) classifica como um abuso.
Segundo informações repassadas pelo SINEAL, a medida decorre de uma meta imposta pela Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) para reduzir mais de 15 mil horas de trabalho. Os cortes atingiram diretamente setores críticos e retiraram suportes técnicos essenciais, a exemplo das diaristas das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), locais que abrigam pacientes graves com necessidade de cuidados avançados e monitorização contínua 24 horas.
Risco e sobrecarga na saúde pública
A presidente do SINEAL, Cynthia Carvalho, destacou que a principal preocupação da entidade é o subdimensionamento das equipes e a grave sobrecarga gerada para os profissionais que permanecem na ativa. A redução do efetivo nas alas eleva o risco direto à segurança dos trabalhadores, dos pacientes e de toda a sociedade alagoana, transformando as demissões em uma ameaça real à vida.
Diante do quadro, o sindicato solicita que a gestão da SESAU reveja a situação imediatamente e apela às autoridades competentes para que intervenham em relação aos contratos de trabalho rompidos de forma abrupta. A entidade reforça que a saúde pública e a enfermagem exigem respeito e responsabilidade, e colocou seu departamento jurídico à disposição dos profissionais para o encaminhamento das demandas legais.