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INDICIADA

Advogada é suspeita de usar cinco perfis para atacar empresários e integrantes do Judiciário

No inquérito policial, foram registrados cinco episódios de coação no curso do processo, três de incitação ao crime, três de calúnia, dois de difamação e um de injúria

Redação Agora Alagoas

A advogada Adriana Mangabeira Wanderley foi indiciada pela Polícia Civil de Alagoas por cinco tipos de crimes após uma investigação que rastreou publicações com ameaças de morte, incitação à violência e acusações contra empresários e integrantes do Poder Judiciário.

Segundo apuração do Portal Gazetaweb, o inquérito policial foi assinado em 3 de novembro pelo delegado João Marcello Almeida, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO). Ao todo, 14 condutas criminosas atribuídas à advogada foram encaminhadas à Justiça de Alagoas e ao Ministério Público. Ela ainda não foi condenada.

No inquérito, foram registrados cinco episódios de coação no curso do processo, três de incitação ao crime, três de calúnia, dois de difamação e um de injúria.

As investigações começaram após uma notícia de fato apresentada pelos empresários Bruno Rodrigues de Castro e Silva Filho e Victor Dall Agnol Costa, representantes das empresas BITE e VDC. Eles adquiriram uma propriedade posteriormente alienada por R$ 2,6 milhões. A venda foi autorizada para custear despesas do inventário e quitar débitos fiscais do espólio.

Foi nesse contexto de disputa judicial que começaram a circular publicações contra os herdeiros e outras pessoas envolvidas no caso.

Os empresários passaram, então, a monitorar as publicações e os perfis envolvidos. Eles produziram relatórios com 51 capturas de tela, histórico de navegação, códigos de verificação e assinatura digital. O material reúne postagens, comentários, fotografias e montagens, todos preservados antes de serem apagados ou alterados.

Os dados de cinco contas em redes sociais foram cruzados, e a análise revelou que todas estavam associadas a uma mesma linha telefônica, registrada em nome de Adriana Mangabeira. Os perfis identificados são: o pessoal da advogada, Capital Brasília, Grupo AMW, Instituto Adriana Mangabeira Wanderley e Triathlon Alagoas.

A advogada foi convocada para prestar depoimento em setembro e outubro deste ano. No entanto, segundo o relatório policial, ela se recusou a receber as intimações e não compareceu para ser interrogada. Diante das ausências, a Polícia Civil formalizou o indiciamento indireto.

Até o fechamento desta matéria, Adriana Mangabeira não havia se manifestado sobre o indiciamento e os fatos mencionados no inquérito. O espaço segue aberto para seu posicionamento.

A advogada também é conhecida por uma disputa judicial com o desembargador Tutmés Airam de Albuquerque Melo, que chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 2017, ela apresentou uma queixa-crime contra o magistrado, acusando-o de tê-la ofendido em mensagens de áudio.

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