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POLÍTICA

Após denúncia do Deputado Fabio Costa, governo Lula recua em classificação de desenhos bíblicos

Marianna Carvalho

O governo Lula voltou atrás na classificação que havia colocado Desenhos Bíblicos como não recomendado para menores de 12 anos. O Deputado Federal Delegado Fabio Costa foi o primeiro parlamentar a denunciar publicamente o caso e questionou os critérios usados para mudar a classificação de um conteúdo infantil baseado em histórias da Bíblia. A iniciativa provocou reação em diferentes partes do país e ganhou espaço no Congresso.

Desde o início, o parlamentar defendeu a revisão da medida e chamou atenção para a diferença de tratamento dada a outros conteúdos. O Carnaval de 2026, por exemplo, recebeu classificação indicativa de 10 anos, enquanto o desenho bíblico havia sido colocado na faixa de 12 anos. “Estamos cansados de ver conteúdos inadequados chegando às nossas crianças todos os dias. Mas o governo decidiu endurecer o critério justamente contra um desenho bíblico que transmite valores importantes para tantas famílias. Foi por isso que denunciamos e cobramos uma explicação”, afirmou.

A classificação recomendava que Desenhos Bíblicos fosse exibido depois das 20h na televisão aberta, horário em que muitas crianças pequenas já estão se preparando para dormir ou já dormiram. A medida não proibia a transmissão antes desse horário, mas mudava a faixa etária recomendada de livre para 12 anos. O Ministério justificou a decisão com referências a atos criminosos, drogas, violência e estigma ou preconceito.

Para o Deputado Fabio, o recuo mostra a importância de reagir quando uma decisão do poder público atinge a fé e provoca dúvida entre as famílias. “Desde o primeiro momento dissemos que não ficaríamos calados. Se uma produção de outra religião recebesse o mesmo tratamento, muita gente falaria em intolerância religiosa. A fé cristã também merece respeito. Denunciamos, cobramos e mostramos que a sociedade precisa ser ouvida”, declarou.

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