Flávio reage a cobrança de Lula e questiona sigilos de Marcola e gastos de Janja
O candidato à presidência diz que abrirá 20 anos do seu sigilo, mas pede dados de cartão coorporativo e informações sobre relações com dono do Banco Master
O atual senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), declarou nesta quarta-feira (21) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição como resposta ao desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre a Abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Na documentação, o senador diz aceitar o desafio, mas com a condição de que Lula também autorize a quebra de sigilos de seus familiares, incluindo seu filho Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), e o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de compartilhar informações sobre os gastos da primeira-dama Janja da Silva e despesas do cartão corporativo da Presidência.
Flávio Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que Lula autorize a quebra de sigilos telefônicos de assessores e pessoas próximas, incluindo Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente. A defesa do senador alega que Lula utilizava linhas telefônicas de terceiros e considera insuficiente a divulgação apenas dos dados do presidente.
O senador também cobra a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete para apurar possíveis repasses ligados a despesas pessoais de Lula e da primeira-dama, Janja, além da divulgação dos gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023 e de registros da agenda de Janja e de visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada.
Na petição, Flávio afirma autorizar a abertura dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, incluindo dados de empresas das quais participa, e se dispõe a divulgar mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele condiciona, porém, a entrega das informações à apresentação da documentação exigida de Lula e de pessoas próximas ao presidente.