Uncisal sofre com falta de repasses do Governo e pode paralisar serviços de saúde à população
Verba atrasada refere-se ao período de janeiro a outubro de 2026 e é destinada à compra de medicamentos, materiais hospitalares e despesas essenciais
O funcionamento de unidades de saúde vinculadas à Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) pode ser comprometido a partir desta quarta-feira (21). A instituição está sendo assolada pela falta de repasses e espera o pagamento de R$ 9 milhões, pendente pelo Governo do Estado, para regularizar as contas.
A verba em atraso, referente ao período de janeiro a outubro de 2026, é destinada à manutenção das estruturas, à compra de medicamentos e materiais médico-hospitalares e ao pagamento de despesas essenciais.
A falta dos recursos pode levar à paralisação de serviços e à restrição no recebimento de novos pacientes. Entre as unidades que podem ter as atividades interrompidas estão a Maternidade Santa Mônica, o Hospital Hélvio Auto, o Hospital Portugal Ramalho, o CEDIM, o SVO, o CPML, o SAE e o CER III.
Em ofício encaminhado nesta terça-feira (20) ao governador em exercício, a Uncisal solicitou a liberação dos valores por meio do Fundo Estadual de Saúde. A instituição também pediu a garantia dos repasses previstos para o período de outubro a dezembro, estimados em aproximadamente R$ 16 milhões.
Sem a regularização dos pagamentos e a garantia dos recursos previstos até o fim do ano, a universidade avalia que não será possível manter a regularidade e a segurança dos atendimentos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A situação pode afetar diretamente os pacientes e o funcionamento da rede pública estadual de saúde.