Fotos mostram Lulinha e lobista em viagem à Finlândia em jatinho de luxo
Registros de janeiro de 2025 mostram o filho do presidente Lula ao lado de Roberta Luchsinger; relação entre os dois é investigada pela Polícia Federal
Fotografias divulgadas nesta quarta-feira (21) mostram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante uma viagem à Finlândia com a empresária Roberta Luchsinger, em janeiro de 2025. O grupo viajou para acompanhar a aurora boreal a bordo de um jatinho Embraer Praetor 600, cujo preço para um modelo novo supera US$ 20 milhões.
Os registros evidenciam a proximidade entre os dois, cuja relação está sob investigação da Polícia Federal. Os agentes apuram suspeitas de tráfico de influência e possíveis articulações para aproximar interesses privados de integrantes do governo federal.
A investigação inclui a análise de mensagens recuperadas do celular da empresária, além de viagens, pagamentos e possíveis movimentações financeiras. Entre as tratativas examinadas estão iniciativas relacionadas ao mercado de medicamentos à base de canabidiol e a possíveis contratos envolvendo órgãos federais.
A Polícia Federal também solicitou mais prazo para aprofundar as apurações e realizar diligências adicionais. O objetivo é esclarecer a natureza das relações entre os envolvidos e verificar se houve irregularidades nas negociações investigadas.
A defesa de Lulinha nega irregularidades e questiona os fundamentos da investigação. Os advogados classificaram a apuração como uma possível “pesca probatória”, argumentando que as diligências precisam estar amparadas em elementos concretos.
Roberta Luchsinger, por sua vez, declarou que pretende negociar um acordo de delação premiada e colaborar com a Justiça. A empresária também contestou publicamente declarações feitas pelo presidente Lula a seu respeito.
Até a publicação desta matéria, não havia manifestação específica dos envolvidos sobre as fotografias divulgadas nesta quarta-feira.
As suspeitas seguem sob investigação e não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal.