Uma manifestação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), organizada pelo grupo “Direita UFRN”, terminou em confrontos físicos e levou à suspensão de aulas e avaliações na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. O ato ocorreu na segunda-feira (19), no campus central, e reuniu políticos ligados à direita e pessoas de fora da comunidade acadêmica, segundo relatos de estudantes.

Com o tema “Vire à direita: manifestação anti-Lula”, o protesto começou por volta das 16h, com um carro de som no estacionamento do Setor IV. Participaram o deputado federal General Girão (PL), a vereadora Camila Araújo (PL) e o presidente estadual do Partido Novo, Renato Cunha Lima. A tensão aumentou após discursos no microfone com ofensas aos estudantes, chamados de “maconheiros” e “vagabundos”. General Girão também afirmou que, a partir de 2027, apenas estudantes de direita deixariam de ser perseguidos na instituição.

As provocações deram início a trocas de insultos entre manifestantes e universitários de diferentes cursos. Em seguida, houve agressões físicas, com arremesso de pedras e cocos e quebra de uma grade de acesso ao prédio da Engenharia. Registros feitos no local mostram um estudante caído sendo atingido por chutes, que provocaram ferimentos na boca, além de um apoiador político usando um capacete para golpear outro universitário.

Os confrontos terminaram por volta das 18h, após professores formarem barreiras humanas para separar os grupos e impedir novos ataques. A realização do ato dentro de uma universidade federal, com a participação de parlamentares e conotação eleitoral, também motivou uma denúncia pelo aplicativo Pardal, encaminhada à Justiça Eleitoral para fiscalização do ocorrido.