Moraes acusa Mendonça de proteger “grupo político” em caso Master
Ministro acusou Mendonça de realizar "levantamento seletivo"
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou André Mendonça nesta sexta-feira (11) de realizar um “levantamento seletivo e direcionado” do sigilo de documentos relacionados ao caso Banco Master. Segundo Moraes, a medida teria como objetivo a “proteção ostensiva de determinado grupo político”, que não foi identificado pelo magistrado.
A acusação consta em ofício enviado ao presidente do STF, Edson Fachin. Moraes afirmou que os demais ministros ainda não têm acesso integral aos documentos relacionados ao processo que será analisado pelo plenário na terça-feira (15). Ele também anexou imagens do sistema da Corte que, segundo sua avaliação, demonstram que algumas peças permanecem sob sigilo.
Mendonça rebateu as acusações e afirmou que todas as peças efetivamente disponíveis foram publicizadas. O ministro classificou como “imprestável” a tabela apresentada por Moraes para sustentar que 180 documentos teriam ficado de fora da quebra de sigilo e explicou que diferenças na quantidade de peças podem ocorrer por diversos motivos processuais.
Segundo Mendonça, alguns documentos podem ter sido transferidos para outros procedimentos ou classificados como internos. O ministro também defendeu que investigações ainda em andamento e a proteção de dados pessoais impedem a divulgação integral de todos os procedimentos ligados ao caso Master.