O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu não atuar temporariamente em manifestações relacionadas ao caso Banco Master até que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) analise as explicações apresentadas por ele sobre mensagens trocadas, por meio de interlocutores, com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Gonet não se considera formalmente suspeito para atuar nos processos, mas optou por se afastar das manifestações enquanto o assunto é analisado pelo CNMP, diante da repercussão das informações.
A decisão transfere temporariamente a atuação no caso ao vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, e a dois subprocuradores, que trabalharão sob a coordenação da cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Nesta sexta-feira (11), Chateaubriand assinou uma manifestação encaminhada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na qual pediu a retirada do sigilo de todos os procedimentos relacionados à investigação do Banco Master.
Fachin acolheu o pedido e determinou a retirada dos sigilos.