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PGR diz que Eduardo Bolsonaro 'orientou' gestão de recursos do Dark Horse nos EUA e chama de 'aporte ilícito' repasses de Vorcaro ao filme

Manifestação consta nos autos do inquérito do caso Master, que teve o sigilo levantado após pedido de Edson Fachin

Felipe Pimentel

A Procuradoria-Geral da República afirmou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) "orientou" a gestão recursos do filme "Dark Horse" nos Estados Unidos e chamou de "aporte ilícito" o dinheiro enviado por Daniel Vorcaro ao projeto audiovisual. As declarações do PGR, Paulo Gonet, constam nos autos do caso Master, cujo sigilo de Justiça foi retirado na noite desta quinta-feira.

"A representação conclui que as coincidências entre os valores previstos no contrato de financiamento e as remessas internacionais identificadas na análise financeira, somadas às comunicações extraídas

do aparelho celular d e DANIEL VORCARO, constituem indícios relevantes de que as pessoas jurídicas referidas foram utilizadas para operacionalizar aportes ilícitos destinados ao filme", diz a manifestação, datada de julho de 2026. Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro coordenou a administração do dinheiro nos Estados Unidos, país onde ele mora desde março de 2025. Desde então, ele vem fazendo uma campanha junto à Casa Branca para articular ações que possam pressionar o Supremo a tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão domiciliar.

"A autoridade policial levanta a hipótese de que EDUARDO BOLSONARO orientou a gestão dos recursos em solo estrangeiro", diz a PGR, referindo-se a uma mensagem de captura de tela atribuída a Eduardo na qual ele aparece tratando sobre o envio de dinheiro nos Estados Unidos.

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