Especialistas explicam como reconhecer e controlar crises de ansiedade
Gatilhos podem ser externos ou internos, enquanto fatores sociais e excesso de informações também influenciam
O Brasil é o país mais ansioso da América Latina, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas alertam que diferentes fatores podem desencadear crises de ansiedade, desde sintomas físicos até questões sociais e ambientais.
A neuropsicóloga Maria Alice Fontes explica que os gatilhos podem ser internos ou externos. Sensações como tremores, por exemplo, podem levar a pessoa a interpretar que algo ruim está prestes a acontecer. Situações que provocam sintomas semelhantes aos da ansiedade também podem desencadear crises.
Segundo o psiquiatra Márcio Bernik, pessoas com transtorno do pânico podem evitar atividades físicas porque as sensações provocadas pelo exercício são parecidas com alguns sintomas das crises.
Desigualdade social, pobreza, questões de gênero, histórico de vida e vulnerabilidades individuais também podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade. Bernik destaca ainda que os índices são maiores entre pessoas mais jovens, em um cenário marcado pelo excesso de informações e pelo uso intenso das redes sociais.
A ansiedade também pode representar um fator de risco para o sistema cardiovascular. O cardiologista Roberto Kalil afirma que a condição é frequente entre pessoas que sofrem infarto.
Durante uma crise, Fontes orienta a pessoa a tentar compreender o que está acontecendo e buscar se acalmar. “A resposta imediata é tentar se acalmar, respirar profundamente, aguardar um pouquinho antes de ir para um hospital”, afirmou.
Apesar das medidas durante uma crise, o acompanhamento profissional é fundamental para identificar as causas dos sintomas e definir o tratamento adequado.