Escultor acusado de matar quatro pessoas e esconder corpos em poço vai a júri
Regivaldo da Silva Santana, conhecido como “Giba”, é julgado nesta terça-feira (25) pelas mortes de dois irmãos e dos respectivos companheiros
O escultor Regivaldo da Silva Santana, conhecido como “Giba”, vai a júri popular nesta terça-feira (25), no Fórum de Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Ele é acusado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) de envolvimento na morte de quatro pessoas e na ocultação dos corpos em um poço de uma propriedade rural onde morava. O crime aconteceu em 13 de abril de 2024.
As vítimas são Letícia da Silva Santos, de 20 anos; o irmão dela, Lucas da Silva Santos, de 15; Joselene de Souza Santos, de 17, que namorava Lucas; e Erick Juan de Lima Silva, de 20, companheiro de Letícia. Segundo a denúncia, Lucas e Erick teriam sido as primeiras vítimas e, posteriormente, Letícia e Joselene também teriam sido assassinadas. A acusação sustenta ainda que os crimes dificultaram a defesa das vítimas.
Os corpos foram encontrados no dia 19 de abril, quase uma semana após os assassinatos, depois que a mãe de dois dos jovens procurou as autoridades para comunicar o desaparecimento. A retirada dos cadáveres contou com o apoio do Corpo de Bombeiros. Regivaldo foi preso em flagrante no mesmo dia. Segundo a investigação, duas outras pessoas teriam ajudado na ocultação dos corpos e foram presas posteriormente em Sergipe.
Durante as investigações, Regivaldo apresentou uma versão de legítima defesa, mas a polícia afirmou ter reunido elementos que contrariavam o relato. De acordo com o inquérito, imagens de câmeras de segurança registraram duas das vítimas saindo com o acusado antes de retornarem à propriedade. Agora, no Tribunal do Júri, defesa e acusação apresentarão suas versões aos jurados, que decidirão pela culpabilidade ou inocência de Regivaldo em relação às acusações apresentadas pelo Ministério Público.