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ILEGAL!

Contrabando de canetas emagrecedoras dispara na fronteira com o Paraguai

Apreensões de medicamentos para emagrecimento cresceram em 2026, enquanto o contrabando de cigarros perdeu espaço.

Peter Lucca

Dados da Receita Federal mostram uma mudança no perfil do contrabando na fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este, no Paraguai. Enquanto as apreensões de cigarros caíram, as de medicamentos, especialmente canetas emagrecedoras, dispararam.

Entre janeiro e julho de 2026, foram apreendidas 76.112 canetas e ampolas, avaliadas em cerca de R$ 19,5 milhões. O número supera as 24.994 unidades apreendidas durante todo o ano de 2025. No mesmo período, foram confiscados 11 milhões de cigarros, avaliados em R$ 82 milhões.

Para o especialista em segurança pública José Ricardo Bandeira, o crime organizado está migrando para esse mercado devido ao maior valor agregado e à facilidade de transporte. “As canetas pelo tamanho reduzido e alto valor agregado são muito mais atrativas. Com algumas caixas de canetas você tem o mesmo lucro que teria contrabandeando uma carreta de cigarros”, afirmou.

Segundo a Receita, uma ampola pode custar cerca de R$ 340 no Paraguai, enquanto um maço de cigarros custa aproximadamente R$ 0,40. No Brasil, o Mounjaro, à base de tirzepatida, é vendido legalmente a partir de cerca de R$ 1,4 mil, enquanto marcas paraguaias não têm autorização da Anvisa.

As apreensões cresceram ao longo de 2025 e atingiram novo recorde em junho de 2026, quando 25.828 unidades, avaliadas em R$ 4,3 milhões, foram confiscadas. Bandeira afirma que as organizações criminosas aproveitam rotas e estruturas já utilizadas para outros tipos de contrabando.

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